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La fête du jour

Sexta-feira, 4 de agosto
São João Maria Vianney

Presbítero (†1859)

“Falar de São João Maria Vianney‚ evocar a figura de um padre excepcionalmente mortificado que, por amor de Deus e pela conversão dos pecadores, se privava de alimento e sono, se impunha rudes penitências e, sobretudo, levava a renúncia de si mesmo a um grau heroico. Se é certo que comumente não é pedido a todos os féis que sigam este caminho, a divina Providência dispôs que nunca faltem no mundo pastores de almas que, levados pelo Espírito Santo, não hesitem em encaminhar-se por estas vias, porque tais homens operam com este exemplo o regresso de muitos, que se convertem da sedução dos erros e dos vícios para o bom caminho e a prática da vida cristã! A todos, o exemplo admirável de renúncia do cura de Ars, ‘severo para consigo e bondoso para com os outros’, lembra de forma eloquente e urgente o lugar primordial da ascese na vida sacerdotal. O nosso predecessor Pio XII, de saudosa memória, no desejo de evitar certos equívocos, não hesitou em precisar que é falso afirmar ‘que o estado clerical - justamente enquanto tal e por proceder do direito divino - por sua natureza, ou pelo menos em virtude de um postulado da mesma, exige que os seus membros professem os conselhos evangélicos’. E o Papa conclui justamente: ‘O clérigo, portanto, não está ligado, por direito divino, aos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência’. Mas seria deformar o genuíno pensamento deste Pontífice, tão cioso da santidade dos padres, e o ensino constante da Igreja, acreditar que o padre secular é menos chamado à perfeição do que o religioso. A realidade é totalmente diversa, porque o exercício das funções sacerdotais ‘requer uma maior santidade interior, do que aquela exigida pelo estado religioso’. E se, para atingir esta santidade de vida, a prática dos conselhos evangélicos não é imposta ao padre em virtude do seu estado clerical, não obstante ela apresenta-se a ele e a todos os discípulos do Senhor, como o caminho mais seguro para alcançar a desejada meta da perfeição cristã. Aliás, para nossa grande consolação, quantos padres generosos o compreenderam no presente, não deixando por isso de continuar nas fileiras do clero secular e pedindo a pias associações aprovadas pela Igreja que os guiem e sustentem nos caminhos da perfeição! Convencidos de que ‘a grandeza do sacerdócio está na imitação de Jesus Cristo’, os padres estarão, pois, mais do que nunca, atentos aos apelos do divino Mestre: ‘Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me...’ (Mt 16, 24). O santo cura d'Ars, segundo se afirma, ‘tinha meditado muitas vezes estas palavras de nosso Senhor e esforçava-se por pô-las em prática’. Deus concedeu-lhe a graça de se conservar heroicamente fiel a elas; e o seu exemplo guia-nos ainda no caminho da ascese onde ele, resplandeceu brilhantemente pela pobreza, castidade e obediência. Primeiramente tendes o exemplo de pobreza, virtude pela qual o humilde cura d'Ars, se tornou digno êmulo do patriarca de Assis, de quem foi, na Ordem Terceira, discípulo fiel. Rico para dar aos outros, mas pobre para si mesmo, viveu num total desprendimento dos bens deste mundo, e o seu coração verdadeiramente livre abria-se com generosidade a todos os que, afligidos por misérias materiais ou espirituais vinham até ele de toda a parte em busca de remédio. ‘O meu segredo é bem simples, dizia ele, é dar tudo e nada guardar’. O seu desinteresse fazia-o atender a todos os pobres, sobretudo os da sua paróquia, aos quais testemunhava extrema delicadeza, tratando-os ‘com verdadeira ternura, com os maiores cuidados e até com respeito’. Recomendava que nunca deixassem de ter atenções para com os pobres, porque tal falta recai sobre Deus; e, quando um miserável batia à sua porta, sentia-se feliz, ao recebê-lo, com bondade, por lhe poder dizer: ‘Sou pobre como vós; hoje sou um dos vossos!’. No fim da sua vida, comprazia-se em repetir: ‘Estou muito satisfeito; já não tenho nada de meu; Deus pode chamar-me quando quiser’. Por isso, veneráveis irmãos, podereis compreender como, de todo o coração, exortamos nossos queridos filhos do sacerdócio católico, a meditar num tal exemplo de pobreza e caridade”.

Da Carta Encíclica Sacerdotii Nostri Primordia, sobre o centenário da morte do Santo Cura d’Ars, de São João XXIII, Vaticano, 1º de agosto de 1959.

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Oração da manhã

Vinde, adoremos o Cristo Senhor. Ele é nosso Bom Pastor!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém
Hino
Sois do céu a glória eterna,
esperança dos mortais,
sois da casta Virgem prole,
Unigênito do Pai.

Dai àqueles que despertam
seja a mente vigilante.
Em louvor e ação de graças,
nossa voz seja vibrante.

Nasce o astro luminoso,
nova luz ele anuncia.
Foge a noite, foi a treva,
vossa luz nos alumia.

Nossa mente torne clara,
faça a noite cintilar,
purifique nosso íntimo
até a vida terminar.

Cresça a nossa fé primeira
dentro em nosso interior;
a esperança acompanhe,
e maior seja o amor.

A vós, Cristo, rei piedoso,
e a vós, Pai, glória também
com o Espírito Paráclito
pelos séculos. Amém.

Salmo ...................................... 50(51)

Renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti o homem novo (Ef 4,23-24).

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado,
e apagai completamente a minha culpa!

Eu reconheço toda a minha iniquidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

Mostrais assim quanto sois justo na sentença,
e quanto é reto o julgamento que fazeis.
Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade
e pecador já minha mãe me concebeu.

Mas vós amais os corações que são sinceros,
na intimidade me ensinais sabedoria.
Aspergi-me e serei puro do pecado,
e mais branco do que a neve ficarei.

Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria,
e exultarão estes meus ossos que esmagastes.
Desviai o vosso olhar dos meus pecados
e apagai todas as minhas transgressões!

Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Dai-me de novo a alegria de ser salvo
e confirmai-me com espírito generoso!
Ensinarei vosso caminho aos pecadores,
e para vós se voltarão os transviados.

Da morte como pena, libertai-me,
e minha língua exaltará vossa justiça!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor!

Pois não são de vosso agrado os sacrifícios,
e, se oferto um holocausto, o rejeitais.
Meu sacrifício é minha alma penitente,
não desprezeis um coração arrependido!

Sede benigno com Sião, por vossa graça,
reconstruí Jerusalém e os seus muros!
E aceitareis o verdadeiro sacrifício,
os holocaustos e oblações em vosso altar!

Glória ao Pai...

Leitura breve Ef 4,29-32
Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios, mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem. Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade. Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo.

Fazei-me cedo sentir, ó Senhor, vosso amor!
Indicai-me o caminho, que eu devo seguir.

BENEDICTUS
O Senhor visitou o seu povo e o libertou.

Bendito seja o Senhor Deus de Israel,
porque a seu povo visitou e libertou;

e fez surgir um poderoso Salvador
na casa de Davi, seu servidor,

como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos,

para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.

Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa Aliança

e o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos que, libertos do inimigo,

a ele nós sirvamos sem temor
em santidade e em justiça diante dele,
enquanto perdurarem nossos dias.

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando à frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,

anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;

pela bondade e compaixão de nosso Deus,
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,

para iluminar a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados

e para dirigir os nossos passos,
guiando-os no caminho da paz.

Glória ao Pai...

Preces
Adoremos a Cristo, que por sua cruz trouxe a salvação do gênero humano; e rezemos, dizendo:

R. Mostrai-nos, Senhor, vossa misericórdia!

Cristo, sol nascente e luz sem ocaso, iluminai os nossos passos,
– e, desde o amanhecer, afastai de nós toda inclinação para o mal. R.

Vigiai sobre nossos pensamentos, palavras e ações,
– para que vivamos todo este dia de acordo com a vossa vontade. R.

Desviai o vosso olhar dos nossos pecados,
– e apagai todas as nossas transgressões. R.

Pela vossa cruz e ressurreição,
– dai-nos a consolação do Espírito Santo. R.

(Intenções livres)

Pai nosso ...

Oração
Deus de poder e misericórdia, que tornastes São João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Meditação

Não é ele o filho do carpinteiro?

A comunhão de vida entre José e Jesus leva-nos a considerar ainda o mistério da Encarnação precisamente sob o aspecto da humanidade de Cristo, instrumento eficaz da divindade para a santificação dos homens: “Por força da divindade, as ações humanas de Cristo foram salutares para nós, produzindo em nós a graça, quer em razão do mérito, quer por uma certa eficácia”. (cf. São Tomás de Aquino, «Summa Theologiae», II-II, q. 8, a. 1, ad 1). Entre estas ações os Evangelistas privilegiam aquelas que dizem respeito ao mistério pascal; mas não deixam de frisar bem a importância do contato físico com Jesus em ordem às curas de enfermidades (cf., por exemplo, Mc 1, 41) e a influência por ele exercida sobre João Batista, quando ambos estavam ainda no seio materno (cf. Lc 1,41-44). O testemunho apostólico não transcurou — como já se viu — a narração do nascimento de Jesus, da circuncisão, da apresentação no templo, da fuga para o Egito e da vida oculta em Nazaré, por motivo do “mistério” de graça contido em tais “gestos’, todos eles salvíficos, porque todos participavam da mesma fonte de amor: a divindade de Cristo. Se este amor se irradiava, através da sua humanidade, sobre todos os homens, certamente eram por ele beneficiados, em primeiro lugar, aqueles que a vontade divina tinha posto na sua maior intimidade: Maria, sua Mãe, e José, seu pai putativo. (cf. Pio XII, «Haurietis Aquas», III, die 15 maii 1956: AAS 48 [1956] 329s). Uma vez que o amor “paterno” de José não podia deixar de influir sobre o amor “filial” de Jesus e, vice-versa, o amor “filial” de Jesus não podia deixar de influir sobre o amor “paterno” de José, como chegar a conhecer as profundezas desta singularíssima relação? Justamente, pois, as almas mais sensíveis aos impulsos do amor divino veem em José um exemplo luminoso de vida interior.
São João Paulo II
Papa (1920-2005), Redemptoris Custos, 27

Oração da tarde

Inclinai vosso ouvido, Senhor, e vinde salvar-nos!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém.

Hino
Deus, escultor do homem,
que a tudo, só, criastes,
e que do pó da terra
os animais formastes.

Sob o comando do homem
a todos colocastes,
para que a vós servissem
servindo a quem criastes.

Afastai, pois, os homens,
de uma fatal cilada;
que o Criador não perca
a criatura amada.

Dai-nos no céu o prêmio,
dando na terra a graça,
e assim chegar possamos
à paz que nunca passa.

A vós, Deus uno e trino,
em nosso amor cantamos;
nas criaturas todas
somente a vós buscamos.

Salmo ...................... 40(41)

Um de vós, que come comigo, vai me trair (Mc 14,18).

Feliz de quem pensa no pobre e no fraco:
o Senhor o liberta no dia do mal!
O Senhor vai guardá-lo e salvar sua vida,
o Senhor vai torná-lo feliz sobre a terra,
e não vai entregá-lo à mercê do inimigo.

Deus irá ampará-lo em seu leito de dor,
e lhe vai transformar a doença em vigor.
Eu digo: 'Meu Deus, tende pena de mim,
curai-me, Senhor, pois pequei contra vós!'

O meu inimigo me diz com maldade:
'Quando há de morrer e extinguir-se o seu nome?'
Se alguém me visita, é com dupla intenção:
recolhe más notícias no seu coração,
e, apenas saindo, ele corre a espalhá-las.

Vaticinam desgraças os meus inimigos,
reunidos, sussurram o mal contra mim:
'Uma peste incurável caiu sobre ele,
e do leito em que jaz nunca mais se erguerá!'
Até mesmo o amigo em quem mais confiava,
que comia o meu pão, me calcou sob os pés.

Vós ao menos, Senhor, tende pena de mim,
levantai-me: que eu possa pagar-lhes o mal.
Eu, então, saberei que vós sois meu amigo,
porque não triunfou sobre mim o inimigo.

Vós, porém, me havereis de guardar são e salvo
e me pôr para sempre na vossa presença.
Bendito o Senhor, que é Deus de Israel,
desde sempre, agora e sempre. Amém!

Glória ao Pai...

Leitura breve Rm 15,1-3
Nós que temos convicções firmes devemos suportar as fraquezas dos menos fortes e não buscar a nossa própria satisfação. Cada um de nós procure agradar ao próximo para o bem, visando a edificação. Com efeito, Cristo também não procurou a sua própria satisfação, mas, como está escrito: Os ultrajes dos que te ultrajavam caíram sobre mim.

Jesus Cristo nos amou e em seu sangue nos lavou.
Fez-nos reis e sacerdotes para Deus, o nosso Pai.

MAGNIFICAT
O Senhor nos acolheu a nós, seus servidores,
fiel ao seu amor.

A minha alma engrandece ao Senhor
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
pois ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam;

demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos;
derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou;

De bens saciou os famintos,
e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,

como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Glória ao Pai...

Preces
Bendigamos a Deus, que ouve benignamente os desejos dos humildes e sacia de bens os famintos; e peçamos com fé:

R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia!

Senhor, Pai de bondade, nós vos pedimos por todos os membros sofredores de vossa Igreja,
– pelos quais vosso Filho Jesus Cristo ofereceu no madeiro da cruz o sacrifício vespertino. R.

Libertai os prisioneiros, dai a vista aos cegos,
– e protegei os órfãos e as viúvas. R.

Dai aos fiéis a vossa força,
– para que possam resistir às tentações do demônio. R.

Vinde, Senhor, em nosso auxílio, quando chegar a hora de nossa morte,
– para perseverarmos na vossa graça e partirmos deste mundo em paz. R.

(Intenções livres)

Conduzi à luz em que habitais nossos irmãos e irmãs que morreram,
– para que vos possam contemplar eternamente. R.

Pai nosso...

ANTÍFONA MARIANA
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura esperança nossa salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa ó doce e sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

SEJAM SANTOS!
Na escola da santidade.

Evangelho

Evangelho segundo S. Mateus 13,54-58.
Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres?
Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?».
E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa».
E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

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