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La fête du jour

Segunda-feira, 28 de agosto
Santo Agostinho Bispo (†430)

Bispo (†430)

Escritor, teólogo e filósofo nasceu dia 13 de novembro de 354, em Tagaste, próximo a Hipona, na então província romana da Numídia, África romana, hoje Souk Ahras, na Argélia.

Conhecido como o último dos antigos e o primeiro dos modernos filósofos a refletir sobre o sentido da história, foi o primeiro grande Padre do período nicênico, com pensamento próprio. Filho de pais ricos, do pagão e depois convertido Patrício e da cristã Mônica, mais tarde canonizada, levou na mocidade uma vida agitada e em atividades teatrais. Estudou retórica em Cartago (371-374), onde aos 17 anos passou a viver com uma escrava, da qual teve um filho, chamado Adeodato.

Interessou-se por filosofia após ler a obra Hortensius, de Cícero e quando também aderiu ao maniqueísmo, filosofia religiosa sincrética e dualística, fundada e propagada por Manes ou Maniqueu, filósofo do século III, que divide o mundo simplesmente entre Bom (ou Deus), e Mau (ou o Diabo). Retornando a Tagaste, lecionou retórica por um ano. Mais uma vez em Cartago, continuou no mesmo magistério, por oito anos.

Passou um ano em Roma e três em Milão, onde começou a ensinar retórica em Milão (384), onde conheceu Santo Ambrósio, bispo da cidade. Interessou-se pelo cristianismo, voltou-se para o estudo dos filósofos neoplatônicos, renunciou à vida profana e converteu-se ao cristianismo (387), sendo batizado por santo Ambrósio, juntamente com Adeodato. Retirou-se do magistério e dedicou-se mais intensamente à filosofia neoplatônica.

Finalmente, retornou à África e tomado pelo ideal da ascese, não tardou para que fundasse uma comunidade ascética. Decidiu fundar um mosteiro nas dependências da catedral da cidade, origem da ordem agostiniana, e sua influência durou até, pelo menos, o século XVII. Tal fundação foi realizada com os bens que herdara, em Tagaste (387). Nessa época perdeu a mãe e, pouco depois, o filho. Nos 10 anos anteriores ao episcopado (386-396) escreveu inúmeras obras e em 391 foi ordenado padre em Hipona, pequeno porto do Mediterrâneo, atual Annaba, na Argélia; em 395 tornou-se bispo-coadjutor da diocese e, dois anos depois, foi nomeado bispo, após a morte do bispo Valério. Da época do início do episcopado são as suas três obras mais importantes: Confissões (Confessiones, 397), autobiografia e espiritualidade, com elementos filosóficos sobre a criação e Deus; A Trindade (De Trinitate, 400-416, 15 volumes), esclarecimento sobre as pessoas divinas, à luz de elementos neoplatônicos; e A cidade de Deus (De civitate Dei, 413-426), obra mais tardia e escrita num curso mais longo de tempo (413-426), sendo uma apologia do cristianismo e uma visão do Reino de Deus, em termos de teologia da história; Retratações - dois volumes - (Retractationes, 426-427).

Por causa de sua atividade como bispo, Hipona ficou ligada a seu nome. Foi testemunha de acontecimentos decisivos da história universal, como o fim da antiguidade clássica, a invasão de Roma pelos visigodos e a decadência do Império Romano sob o ataque dos bárbaros.

Morreu dia 28 de agosto de 430 durante o cerco de Hipona pelo rei dos vândalos, Genserico, e é festejado como doutor da igreja. Ainda que atingisse a posição de um dos mais expressivos teólogos e filósofos cristãos do primeiro milênio, o seu pensamento não chegou a explicitar um sistema filosófico perfeitamente acabado.

Sua festa litúrgica é celebrada no Ocidente dia 28 de agosto, no Oriente dia 15 de junho e na Igreja Assíria do Oriente dia 4 de novembro.

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Oração da manhã

Vinde à Fonte da Sabedoria!
Vinde, adoremos o Senhor!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém

Hino
Fulge nos céus o grande sacerdote,
brilha e corusca a estrela dos doutores,
e do Universo em todos os quadrantes
da luz da fé espalha os esplendores.

Sião feliz, por filho tão notável
bendize a Deus, Senhor da salvação,
que o une a si de modo admirável
e o faz brilhar na luz do seu clarão.

Firmou a fé e, sempre vigilante,
venceu do erro as armas com destreza.
Purificou costumes degradantes
pela doutrina exposta com clareza.

A todo o clero brilhas como exemplo,
da grei de Cristo, ó guarda vigilante.
Por tua prece, torna-nos benigna
do Deus supremo a face fascinante.

Glória e louvor aos Três, de quem na terra
sondar quis a grande profundeza.
Seu esplendor, agora, eternamente
bebes, na fonte eterna da beleza.
Cântico................................................................. 1Cr 29,10-13
Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 1,3).

Bendito sejais vós, ó Senhor Deus,
Senhor Deus de Israel, o nosso pai,
desde sempre e por toda a eternidade!

A vós pertencem a grandeza e o poder,
toda a glória, esplendor e majestade,
pois tudo é vosso: o que há no céu e sobre a terra!

A vós, Senhor, também pertence a realeza,
pois sobre a terra, como rei, vos elevais!
Toda glória e riqueza vêm de vós!

Sois o Senhor e dominais o universo,
em vossa mão se encontra a força e o poder,
em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce!

Agora, pois, ó nosso Deus, eis-nos aqui!
e, agradecidos, nós queremos vos louvar
e celebrar o vosso nome glorioso!

Glória ao Pai...

Leitura breve Sb 7,13-14
Aprendi a Sabedoria sem maldade e reparto-a sem inveja; não escondo a sua riqueza. É um tesouro inesgotável para os homens; os que a adquirem atraem a amizade de Deus, porque recomendados pelos dons da instrução.

Que os povos da terra proclamem a sabedoria dos santos.
E a Igreja anuncie, cantando, os louvores que eles merecem.

BENEDICTUS
Com efeito, em que consistem os tesouros de sabedoria e de ciência, esses tesouros divinos? Só sabemos que nos satisfazem completamente. E esta superabundância da Sua bondade? Só sabemos que nos saciará.

Bendito seja o Senhor Deus de Israel,
porque a seu povo visitou e libertou;

e fez surgir um poderoso Salvador
na casa de Davi, seu servidor,

como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos,

para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.

Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa Aliança

e o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos que, libertos do inimigo,

a ele nós sirvamos sem temor
em santidade e em justiça diante dele,
enquanto perdurarem nossos dias.

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando à frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,

anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;

pela bondade e compaixão de nosso Deus,
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,

para iluminar os quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados

e para dirigir os nossos passos,
guiando-os no caminho da paz.

Glória ao Pai...

Preces
Glorifiquemos a Cristo, em quem habita toda a plenitude da graça e do Espírito Santo; e imploremos com amor e confiança:

R. Dai-nos, Senhor, o vosso Espírito!

Concedei-nos que este dia seja agradável, pacífico e sem mancha,
para que, ao chegar a noite, vos possamos louvar com alegria e pureza de coração. R.

Brilhe hoje sobre nós a vossa luz,
e dirigi o trabalho de nossas mãos. R.

Mostrai-nos vosso rosto de bondade, para vivermos este dia em paz,
e que a vossa mão poderosa nos proteja. R.

Olhai com benignidade aqueles que se confiaram às nossas orações,
e enriquecei-os com todos os bens da alma e do corpo. R.
(Intenções livres)

Pai nosso ...

Oração
Renovai, ó Deus, na vossa Igreja aquele espírito com o qual cumulastes o bispo Santo Agostinho para que, repletos do mesmo espírito, só de vós tenhamos sede, fonte da verdadeira sabedoria, e só a vós busquemos, autor do amor eterno. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade!

Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo sob tua guia, e o consegui, porque tu te fizeste meu auxílio (cf. Sl 29,11). Entrei, e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da alma, acima de minha mente, vi a luz imutável. Não era como a luz terrena e evidente para todo ser humano. Diria muito pouco se afirmasse que era apenas uma luz muito, muito mais brilhante do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de tudo isso. Também não estava acima de minha mente, como óleo sobre a água, nem como o céu sobre a terra, mas mais alta, porque ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.
Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. Desde que te conheci, tu me elevaste para ver que quem eu via, era, e eu, que via, ainda não era. E reverberaste sobre a mesquinhez de minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a força. E eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que ouvindo tua voz lá do alto: “Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. Não me mudarás em ti como o alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim”.
E eu procurava o meio de obter forças, para tornar-me idôneo a te degustar e não o encontrava até que abracei o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus (1Tm 2,5), que é Deus acima de tudo, bendito pelos séculos (Rm 9,5). Ele me chamava e dizia: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6). E o alimento que eu não era capaz de tomar se uniu à minha carne, pois o Verbo se fez carne (Jo 1,14), para dar à nossa infância o leite de tua sabedoria, pela qual tudo criaste.
Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu, fora. E aí te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti. Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.

Santo Agostinho (354-430)
Dos Livros das Confissões (Lib. 7,10.18;10,27: CSEL 33,157-163.255)

Oração da tarde

Felizes os de puro coração,
porque eles haverão de ver a Deus.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém.

Hino
Fulge nos céus o grande sacerdote,
brilha e corusca a estrela dos doutores,
e do Universo em todos os quadrantes
da luz da fé espalha os esplendores.

Sião feliz, por filho tão notável
bendize a Deus, Senhor da salvação,
que o une a si de modo admirável
e o faz brilhar na luz do seu clarão.

Firmou a fé e, sempre vigilante,
venceu do erro as armas com destreza.
Purificou costumes degradantes
pela doutrina exposta com clareza.

A todo o clero brilhas como exemplo,
da grei de Cristo, ó guarda vigilante.
Por tua prece, torna-nos benigna
do Deus supremo a face fascinante.

Glória e louvor aos Três, de quem na terra
sondar quiseste a grande profundeza.
Seu esplendor, agora, eternamente
bebes, na fonte eterna da beleza.
Cântico Ef 1,3-10
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados (Mt 5,6).

Bendito e louvado seja Deus,
o Pai de Jesus Cristo, Senhor nosso,
que do alto céu nos abençoou em Jesus Cristo
com bênção espiritual de toda sorte!

Foi em Cristo que Deus Pai nos escolheu,
já bem antes de o mundo ser criado,
para que fôssemos, perante a sua face,
sem mácula e santos pelo amor

Por livre decisão de sua vontade,
predestinou-nos, através de Jesus Cristo,
a sermos nele os seus filhos adotivos,
para o louvor e para a glória de sua graça,
que em seu Filho bem-amado nos doou

É nele que nós temos redenção,
dos pecados remissão pelo seu sangue.
Sua graça transbordante e inesgotável
Deus derrama sobre nós com abundância,
de saber e inteligência nos dotando.

E assim, ele nos deu a conhecer
o mistério de seu plano e sua vontade,
que propusera em seu querer benevolente,
na plenitude dos tempos realizar:
o desígnio de, em Cristo, reunir
todas as coisas: as da terra e as do céu.

Glória ao Pai...

Leitura breve Tg 3,17-18
A sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz.

No meio da assembleia falou palavras sábias.
Deus o encheu com seu Espírito de saber e inteligência.

MAGNIFICAT
Ó mestre da Verdade! Ó luz da santa Igreja! Santo Agostinho, cumpridor da lei divina, rogai por nós a Cristo.

A minha alma engrandece ao Senhor
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
pois ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam;

demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos;
derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou;

De bens saciou os famintos,
e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,

como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Glória ao Pai...

Preces
Rendamos a devida glória a Cristo, constituído Pontífice em favor dos homens nas suas relações com Deus; e lhe peçamos humildemente:

R. Senhor, salvai o vosso povo!

Fizestes resplandecer admiravelmente a vossa Igreja por meio de santos e insignes Pastores;
– que os cristãos se alegrem sempre com o mesmo esplendor. R.

Quando os santos Pastores vos suplicavam, a exemplo de Moisés, perdoastes os pecados do povo;
– por intercessão deles, santificai a vossa Igreja mediante uma contínua purificação. R.

Tendo-os escolhido entre seus irmãos, consagrastes vossos santos, enviando sobre eles o vosso Espírito;
– que o mesmo Espírito Santo inspire aqueles que governam vosso povo. R.

Sois vós a herança dos santos Pastores;
– concedei que nenhum daqueles que foram resgatados pelo vosso sangue fique longe de vós. R.

Por meio dos Pastores da Igreja, dais a vida eterna a vossas ovelhas, e não permitis que ninguém as arrebate de vossas mãos;
– salvai os que adormeceram em vós, pelos quais destes a vida. R.
(Intenções livres)

Pai nosso ...

ANTÍFONA MARIANA
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura esperança nossa salve! A vós bradamos degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa ó doce e sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

SEJAM SANTOS!
Na escola da santidade.

Evangelho

Evangelho segundo S. Mateus 23,13-22.
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque fechais aos homens o reino dos Céus: vós não entrais nem deixais entrar os que o desejam.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque devorais as casas das viúvas, com o pretexto de prolongadas orações. Por isso, sereis mais rigorosamente julgados.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque dais volta ao mar e à terra, para fazerdes um convertido, mas, tendo-o conseguido, fazeis dele um merecedor da Geena, duas vezes mais do que vós.
Ai de vós, guias cegos, que dizeis: ‘Quem jurar pelo santuário a nada se obriga; mas quem jurar pelo ouro do santuário tem de cumprir’.
Insensatos e cegos! Que vale mais: o ouro ou o santuário que santifica o ouro?
Dizeis também: ‘Quem jurar pelo altar a nada se obriga; mas quem jurar pela oferenda que está sobre o altar tem de cumprir’.
Cegos! Que vale mais: a oferenda ou o altar que santifica a oferenda?
Na verdade, quem jura pelo altar jura por tudo o que está sobre ele.
E quem jura pelo Santuário jura por ele e por Aquele que o habita.
E quem jura pelo Céu jura pelo trono de Deus e por Aquele que nele está sentado».

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