Aleteia
La fête du jour

Domingo, 27 de agosto
Santa Mônica

Mãe de Santo Agostinho (†387)    

Santa Mônica

Santa Mônica foi a mãe de Santo Agostinho de Hipona e uma santa cristã.
Nasceu em Tagaste, África, no ano de 331 d.C., mas há controvérsias acerca desta data. Foi, segundo as tradições católicas, criada por uma ama, ou seja, uma escrava que cuidava dos filhos dos senhores; dessa senhora recebeu “educação e rígidos ensinamentos religiosos”.
Casou-se aos dezessete ou dezoito anos com Patrício. O casal ocupava razoável posição social, mas apesar disso Mônica não era feliz no casamento, pois sofria com a infidelidade do marido. Por isso começou a atingir o ideal cristão de boa esposa e mãe, já que nunca criou discórdia embora sofresse.
Foi mãe de Santo Agostinho, e, segundo ele, o seu alicerce espiritual que o conduziu em direção à “fé verdadeira”, já que por meio de sua oração insistente, o converteu ao Cristianismo. De fato, Agostinho sempre acreditou ter sido sua mãe a “intermediária” entre ele e Deus, pois durante sua adolescência, e até o seu batismo, sua Mãe, Mônica, muito chorou, lamentando a vida desviada de seu rebento; por isso ela orava fervorosamente para que ele encontrasse a “verdadeira fé”. Com efeito, Agostinho atribuiu a um sonho de sua mãe o passo definitivo para sua conversão e “confirmação” de sua vocação religiosa, desse modo Mônica se tornou responsável pelo destino cristão do filho. Segundo a tradição, Mônica morreu aos 56 anos, no ano 387, mesmo ano da conversão de seu filho, na antiga cidade de Óstia, nas proximidades de Roma. Seu corpo teria sido “descoberto” em 1430 e transferido para Roma onde, mais tarde, uma igreja lhe foi dedicada. Mônica foi canonizada não por ter operado milagres ou por ser mártir, mas sim por ter sido, a “responsável pela conversão de seu filho” mostrando empenho em ensinar condutas cristãs como moral, pudor e mansidão; mostrando a intervenção feminina no interior da família por meio do valor da oração, que contribuiu para a conversão e a vida religiosa de seu filho.

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Oração para esta manhã

Louvai ao Senhor, povos todos!

Forte é seu Amor para conosco e sua fidelidade é eterna!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,

como era no princípio, agora e sempre.

Amém

Hino

Criador do universo,
a sombra e a luz alternais,
e, dando tempos ao tempo,
dos seres todos cuidais.

Qual pregoeiro do dia,
canta nas noites o galo.
Separa a noite e a noite,
brilhando a luz no intervalo.

Também por ele acordada,
a estrela d'alva, brilhante,
expulsa o erro e a treva
com sua luz radiante.

Seu canto os mares acalma,
ao navegante avigora;
a própria Pedra da Igreja
ouvindo o cântico chora.

Jesus, olhai os que tombam.
O vosso olhar nos redime:
se nos olhais, nos erguemos,
e prantos lavam o crime.

Ó luz divina, brilhai,
tirai do sono o torpor.
O nosso alento primeiro
entoe o vosso louvor.

Ó Cristo, Rei piedoso,
a vós e ao Pai, Sumo Bem,
glória e poder, na unidade
do Espírito Santo. Amém.

Salmo.........................................................................149   
Sois vós meu abrigo, Senhor, minha herança na terra dos vivos.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
e o seu louvor na assembleia dos fiéis!
Alegre-se Israel em quem o fez,
e Sião se rejubile no seu Rei!
Com danças glorifiquem o seu nome,
toquem harpa e tambor em sua honra!

Porque, de fato, o Senhor ama seu povo
e coroa com vitória os seus humildes.
Exultem os fiéis por sua glória,
e cantando se levantem de seus leitos,
com louvores do Senhor em sua boca
e espadas de dois gumes em sua mão,

para exercer sua vingança entre as nações,
e infligir o seu castigo entre os povos,
colocando nas algemas os seus reis,
e seus nobres entre ferros e correntes,
para aplicar-lhes a sentença já escrita:
Eis a glória para todos os seus santos.

Glória ao Pai...

Leitura breve    ..........................................................Ap 7,10b-12           

A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém.

Cristo, Filho do Deus vivo, tende pena e compaixão!

Glorioso estais sentado, à direita de Deus Pai.

BENEDICTUS

Tu és Pedro, e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja..

Bendito seja o Senhor Deus de Israel,
porque a seu povo visitou e libertou;

e fez surgir um poderoso Salvador
na casa de Davi, seu servidor,

como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos,

para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.

Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa Aliança

e o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos que, libertos do inimigo,

a ele nós sirvamos sem temor
em santidade e em justiça diante dele,
enquanto perdurarem nossos dias.

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando a frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,

anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;

pela bondade e compaixão de nosso Deus,
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,

para iluminar os quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados

e para dirigir os nossos passos,
guiando-os no caminho da paz.

Glória ao Pai...

Preces
Louvemos a Cristo Senhor, luz que ilumina todo homem e sol que não tem ocaso; e aclamemos com alegria:

R. Senhor, vós sois nossa vida e salvação! 

Criador do universo, nós vos agradecemos este dia que recebemos de vossa bondade,
– e em que celebramos a vossa ressurreição. R.

Que o vosso Espírito nos ensine hoje a cumprir vossa vontade,
– e vossa Sabedoria sempre nos conduza. R.

Dai-nos celebrar cheios de alegria este domingo,
– participando da mesa de vossa Palavra e de vosso Corpo. R.

Nós vos damos graças,
– por vossos inúmeros benefícios. R.

(Intenções livres)

Pai nosso ...

Oração

Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Meditação do dia

Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?

    A liturgia de hoje oferece-nos três palavras que são essenciais para a vida do apóstolo: confissão, perseguição, oração.
    A confissão é a que ouvimos dos lábios de Pedro no Evangelho, quando a pergunta do Senhor, de geral, passa a particular. Com efeito Jesus, primeiro, pergunta: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?” (Mt 16,13). Dessa “sondagem” resulta de vários lados, que o povo considera Jesus um profeta. E então o Mestre coloca aos discípulos a pergunta verdadeiramente decisiva: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (v. 15). Agora responde apenas Pedro: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (v. 16). Esta é a confissão: reconhecer em Jesus o Messias esperado, o Deus vivo, o Senhor da nossa própria vida.
    Hoje, Jesus dirige esta pergunta vital a nós, a todos nós. É a pergunta decisiva, face à qual não valem respostas de circunstância, porque está em jogo a vida: e a pergunta da vida pede uma resposta de vida. Pois, de pouco serve conhecer os artigos de fé, se não se confessa Jesus como Senhor da nossa própria vida. Hoje ele olha firme em nossos olhos e pergunta: “Quem sou eu para ti?” Como se dissesse: “Sou ainda eu o Senhor da tua vida, a direção do teu coração, a razão da tua esperança, a tua confiança inabalável?” Com São Pedro, também nós renovamos hoje a nossa opção de vida como discípulos e apóstolos; passamos novamente da primeira à segunda pergunta de Jesus, para sermos “seus” não só por palavras, mas com os fatos e a vida.
    Perguntemo-nos se somos cristãos de parlatório, que conversamos sobre como andam as coisas na Igreja e no mundo, ou apóstolos em caminho, que confessam Jesus com a vida, porque o tem no coração. Quem confessa Jesus, sabe que está obrigado não apenas a dar conselhos, mas a dar a vida; sabe que não pode crer de maneira tíbia, mas é chamado a “abrasar” por amor; sabe que, na vida, não pode “flutuar” ou reclinar-se no bem-estar, mas deve arriscar fazendo-se ao largo, apostando dia-a-dia com o dom de si mesmo. Quem confessa Jesus, faz como Pedro e Paulo: segue-o até ao fim; não até certo ponto, mas até ao fim, e segue-o pelo seu caminho, não pelos nossos caminhos. O seu caminho é o caminho da vida nova, da alegria e da ressurreição, o caminho que passa também através da cruz e das perseguições.
    E aqui temos a segunda palavra: perseguições. Não foram só Pedro e Paulo que deram o sangue por Cristo, mas, nos primeiros tempos, toda a comunidade foi perseguida, como nos recordou o livro dos Atos dos Apóstolos (cf. 12, 1). Também hoje, em várias partes do mundo, por vezes num clima de silêncio – e, não raro, um silêncio cúmplice –, muitos cristãos são marginalizados, caluniados, discriminados, vítimas de violências mesmo mortais, e não raro sem o devido empenho de quem poderia fazer respeitar os seus direitos sagrados.
    Entretanto queria salientar, sobretudo aquilo que o apóstolo Paulo afirma antes: “estou pronto – escreve ele – para oferecer-me como sacrifício” (2Tm 4, 6). Para ele, viver era Cristo, e Cristo crucificado, que deu a vida por ele. E assim Paulo, como discípulo fiel, seguiu o Mestre, oferecendo também ele a vida. Sem a cruz, não há Cristo; mas, sem a cruz, não há sequer o cristão. De fato, “é próprio da virtude cristã não só fazer o bem, mas também saber suportar os males” (Agostinho, Sermão 46, 13), como Jesus. Suportar o mal não é só ter paciência e prosseguir com resignação; suportar é imitar Jesus: é carregar o peso, levá-lo aos ombros por amor d’Ele e dos outros. É aceitar a cruz, prosseguindo confiadamente porque não estamos sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado está conosco. [...]
    A terceira palavra é oração. A vida do apóstolo, que brota da confissão e desagua na oferta, flui dia-a-dia na oração. A oração é a água indispensável que alimenta a esperança e faz crescer a confiança. A oração faz-nos sentir amados, e permite-nos amar. Faz-nos avançar nos momentos escuros, porque acende a luz de Deus. Na Igreja, é a oração que nos sustenta a todos e nos faz superar as provações. Vemo-lo na primeira Leitura: “Enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja orava a Deus, instantemente, por ele” (At 12, 5). Uma Igreja que reza, é guardada pelo Senhor e caminha na companhia dele. Orar é entregar-lhe o caminho, para que o tome ao seu cuidado. A oração é a força que nos une e sustenta o remédio contra o isolamento e a autossuficiência que levam à morte espiritual. Com efeito, o Espírito de vida não sopra, se não se reza; e, sem a oração, não se abrem as prisões interiores que nos mantêm prisioneiros.
    Que os Santos Apóstolos nos obtenham um coração como o deles, fatigado e pacificado pela oração: fatigado, porque pede, bate à porta e intercede, carregado com tantas pessoas e situações que deve confiar a Deus; mas, ao mesmo tempo, pacificado, porque o Espírito traz consolação e fortaleza quando se ora. Como é urgente haver, na Igreja, mestres de oração, mas antes de tudo homens e mulheres de oração, que vivem a oração! O Senhor intervém quando oramos, Ele que é fiel ao amor que Lhe confessamos e está perto de nós nas provações.

Papa Francisco
Homilia na Praça São Pedro - Quinta-feira, 29 de junho de 2017.

Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?

A liturgia de hoje oferece-nos três palavras que são essenciais para a vida do apóstolo: confissão, perseguição, oração.

A confissão é a que ouvimos dos lábios de Pedro no Evangelho, quando a pergunta do Senhor, de geral, passa a particular. Com efeito Jesus, primeiro, pergunta: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?” (Mt 16,13). Dessa “sondagem” resulta de vários lados, que o povo considera Jesus um profeta. E então o Mestre coloca aos discípulos a pergunta verdadeiramente decisiva: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (v. 15). Agora responde apenas Pedro: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (v. 16). Esta é a confissão: reconhecer em Jesus o Messias esperado, o Deus vivo, o Senhor da nossa própria vida.

Hoje, Jesus dirige esta pergunta vital a nós, a todos nós. É a pergunta decisiva, face à qual não valem respostas de circunstância, porque está em jogo a vida: e a pergunta da vida pede uma resposta de vida. Pois, de pouco serve conhecer os artigos de fé, se não se confessa Jesus como Senhor da nossa própria vida. Hoje ele olha firme em nossos olhos e pergunta: “Quem sou eu para ti?” Como se dissesse: “Sou ainda eu o Senhor da tua vida, a direção do teu coração, a razão da tua esperança, a tua confiança inabalável?” Com São Pedro, também nós renovamos hoje a nossa opção de vida como discípulos e apóstolos; passamos novamente da primeira à segunda pergunta de Jesus, para sermos “seus” não só por palavras, mas com os fatos e a vida.

Perguntemo-nos se somos cristãos de parlatório, que conversamos sobre como andam as coisas na Igreja e no mundo, ou apóstolos em caminho, que confessam Jesus com a vida, porque o tem no coração. Quem confessa Jesus, sabe que está obrigado não apenas a dar conselhos, mas a dar a vida; sabe que não pode crer de maneira tíbia, mas é chamado a “abrasar” por amor; sabe que, na vida, não pode “flutuar” ou reclinar-se no bem-estar, mas deve arriscar fazendo-se ao largo, apostando dia-a-dia com o dom de si mesmo. Quem confessa Jesus, faz como Pedro e Paulo: segue-o até ao fim; não até certo ponto, mas até ao fim, e segue-o pelo seu caminho, não pelos nossos caminhos. O seu caminho é o caminho da vida nova, da alegria e da ressurreição, o caminho que passa também através da cruz e das perseguições.

E aqui temos a segunda palavra: perseguições. Não foram só Pedro e Paulo que deram o sangue por Cristo, mas, nos primeiros tempos, toda a comunidade foi perseguida, como nos recordou o livro dos Atos dos Apóstolos (cf. 12, 1). Também hoje, em várias partes do mundo, por vezes num clima de silêncio – e, não raro, um silêncio cúmplice –, muitos cristãos são marginalizados, caluniados, discriminados, vítimas de violências mesmo mortais, e não raro sem o devido empenho de quem poderia fazer respeitar os seus direitos sagrados.

Entretanto queria salientar, sobretudo aquilo que o apóstolo Paulo afirma antes: “estou pronto – escreve ele – para oferecer-me como sacrifício” (2Tm 4, 6). Para ele, viver era Cristo, e Cristo crucificado, que deu a vida por ele. E assim Paulo, como discípulo fiel, seguiu o Mestre, oferecendo também ele a vida. Sem a cruz, não há Cristo; mas, sem a cruz, não há sequer o cristão. De fato, “é próprio da virtude cristã não só fazer o bem, mas também saber suportar os males” (Agostinho, Sermão 46, 13), como Jesus. Suportar o mal não é só ter paciência e prosseguir com resignação; suportar é imitar Jesus: é carregar o peso, levá-lo aos ombros por amor d’Ele e dos outros. É aceitar a cruz, prosseguindo confiadamente porque não estamos sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado está conosco. [...]

A terceira palavra é oração. A vida do apóstolo, que brota da confissão e desagua na oferta, flui dia-a-dia na oração. A oração é a água indispensável que alimenta a esperança e faz crescer a confiança. A oração faz-nos sentir amados, e permite-nos amar. Faz-nos avançar nos momentos escuros, porque acende a luz de Deus. Na Igreja, é a oração que nos sustenta a todos e nos faz superar as provações. Vemo-lo na primeira Leitura: “Enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja orava a Deus, instantemente, por ele” (At 12, 5). Uma Igreja que reza, é guardada pelo Senhor e caminha na companhia dele. Orar é entregar-lhe o caminho, para que o tome ao seu cuidado. A oração é a força que nos une e sustenta o remédio contra o isolamento e a autossuficiência que levam à morte espiritual. Com efeito, o Espírito de vida não sopra, se não se reza; e, sem a oração, não se abrem as prisões interiores que nos mantêm prisioneiros.

Que os Santos Apóstolos nos obtenham um coração como o deles, fatigado e pacificado pela oração: fatigado, porque pede, bate à porta e intercede, carregado com tantas pessoas e situações que deve confiar a Deus; mas, ao mesmo tempo, pacificado, porque o Espírito traz consolação e fortaleza quando se ora. Como é urgente haver, na Igreja, mestres de oração, mas antes de tudo homens e mulheres de oração, que vivem a oração! O Senhor intervém quando oramos, Ele que é fiel ao amor que Lhe confessamos e está perto de nós nas provações.

 

Papa Francisco

Homilia na Praça São Pedro - Quinta-feira, 29 de junho de 2017.

 

A liturgia de hoje oferece-nos três palavras que são essenciais para a vida do apóstolo: confissão, perseguição, oração.

A confissão é a que ouvimos dos lábios de Pedro no Evangelho, quando a pergunta do Senhor, de geral, passa a particular. Com efeito Jesus, primeiro, pergunta: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?” (Mt 16,13). Dessa “sondagem” resulta de vários lados, que o povo considera Jesus um profeta. E então o Mestre coloca aos discípulos a pergunta verdadeiramente decisiva: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (v. 15). Agora responde apenas Pedro: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (v. 16). Esta é a confissão: reconhecer em Jesus o Messias esperado, o Deus vivo, o Senhor da nossa própria vida.

Hoje, Jesus dirige esta pergunta vital a nós, a todos nós. É a pergunta decisiva, face à qual não valem respostas de circunstância, porque está em jogo a vida: e a pergunta da vida pede uma resposta de vida. Pois, de pouco serve conhecer os artigos de fé, se não se confessa Jesus como Senhor da nossa própria vida. Hoje ele olha firme em nossos olhos e pergunta: “Quem sou eu para ti?” Como se dissesse: “Sou ainda eu o Senhor da tua vida, a direção do teu coração, a razão da tua esperança, a tua confiança inabalável?” Com São Pedro, também nós renovamos hoje a nossa opção de vida como discípulos e apóstolos; passamos novamente da primeira à segunda pergunta de Jesus, para sermos “seus” não só por palavras, mas com os fatos e a vida.

Perguntemo-nos se somos cristãos de parlatório, que conversamos sobre como andam as coisas na Igreja e no mundo, ou apóstolos em caminho, que confessam Jesus com a vida, porque o tem no coração. Quem confessa Jesus, sabe que está obrigado não apenas a dar conselhos, mas a dar a vida; sabe que não pode crer de maneira tíbia, mas é chamado a “abrasar” por amor; sabe que, na vida, não pode “flutuar” ou reclinar-se no bem-estar, mas deve arriscar fazendo-se ao largo, apostando dia-a-dia com o dom de si mesmo. Quem confessa Jesus, faz como Pedro e Paulo: segue-o até ao fim; não até certo ponto, mas até ao fim, e segue-o pelo seu caminho, não pelos nossos caminhos. O seu caminho é o caminho da vida nova, da alegria e da ressurreição, o caminho que passa também através da cruz e das perseguições.

E aqui temos a segunda palavra: perseguições. Não foram só Pedro e Paulo que deram o sangue por Cristo, mas, nos primeiros tempos, toda a comunidade foi perseguida, como nos recordou o livro dos Atos dos Apóstolos (cf. 12, 1). Também hoje, em várias partes do mundo, por vezes num clima de silêncio – e, não raro, um silêncio cúmplice –, muitos cristãos são marginalizados, caluniados, discriminados, vítimas de violências mesmo mortais, e não raro sem o devido empenho de quem poderia fazer respeitar os seus direitos sagrados.

Entretanto queria salientar, sobretudo aquilo que o apóstolo Paulo afirma antes: “estou pronto – escreve ele – para oferecer-me como sacrifício” (2Tm 4, 6). Para ele, viver era Cristo, e Cristo crucificado, que deu a vida por ele. E assim Paulo, como discípulo fiel, seguiu o Mestre, oferecendo também ele a vida. Sem a cruz, não há Cristo; mas, sem a cruz, não há sequer o cristão. De fato, “é próprio da virtude cristã não só fazer o bem, mas também saber suportar os males” (Agostinho, Sermão 46, 13), como Jesus. Suportar o mal não é só ter paciência e prosseguir com resignação; suportar é imitar Jesus: é carregar o peso, levá-lo aos ombros por amor d’Ele e dos outros. É aceitar a cruz, prosseguindo confiadamente porque não estamos sozinhos: o Senhor crucificado e ressuscitado está conosco. [...]

A terceira palavra é oração. A vida do apóstolo, que brota da confissão e desagua na oferta, flui dia-a-dia na oração. A oração é a água indispensável que alimenta a esperança e faz crescer a confiança. A oração faz-nos sentir amados, e permite-nos amar. Faz-nos avançar nos momentos escuros, porque acende a luz de Deus. Na Igreja, é a oração que nos sustenta a todos e nos faz superar as provações. Vemo-lo na primeira Leitura: “Enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja orava a Deus, instantemente, por ele” (At 12, 5). Uma Igreja que reza, é guardada pelo Senhor e caminha na companhia dele. Orar é entregar-lhe o caminho, para que o tome ao seu cuidado. A oração é a força que nos une e sustenta o remédio contra o isolamento e a autossuficiência que levam à morte espiritual. Com efeito, o Espírito de vida não sopra, se não se reza; e, sem a oração, não se abrem as prisões interiores que nos mantêm prisioneiros.

Que os Santos Apóstolos nos obtenham um coração como o deles, fatigado e pacificado pela oração: fatigado, porque pede, bate à porta e intercede, carregado com tantas pessoas e situações que deve confiar a Deus; mas, ao mesmo tempo, pacificado, porque o Espírito traz consolação e fortaleza quando se ora. Como é urgente haver, na Igreja, mestres de oração, mas antes de tudo homens e mulheres de oração, que vivem a oração! O Senhor intervém quando oramos, Ele que é fiel ao amor que Lhe confessamos e está perto de nós nas provações.

 

Papa Francisco

Homilia na Praça São Pedro - Quinta-feira, 29 de junho de 2017.

 

Oração para esta tarde

Deus vinde em meu auxílio! 
Senhor, socorrei-nos sem demora!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,

como era no princípio, agora e sempre.

Amém.

Hino

Criador generoso da luz,
que criastes a luz para o dia,
com os raios primeiros da luz,
sua origem o mundo inicia.

Vós chamastes de ‘dia’ o decurso
da manhã luminosa ao poente.
Eis que as trevas já descem à terra:
escutai nossa prece, clemente.

Para que sob o peso dos crimes
nossa mente não fique oprimida,
e, esquecendo as coisas eternas,
não se exclua do prêmio da vida.

Sempre à porta celeste batendo,
alcancemos o prêmio da vida,
evitemos do mal o contágio
e curemos da culpa a ferida.

Escutai-nos, ó Pai piedoso,
com o único Filho também,
que reinais com o Espírito Santo
pelos séculos dos séculos. Amém.

Salmo ........................................................................................Ap 19,1-2.5-7

Como o Cristo, nós esperamos tudo das mãos do Pai e sabemos que não seremos decepcionados. 

Aleluia!
Ao nosso Deus a salvação,
honra, glória e poder!
Pois são verdade e justiça
os juízos do Senhor.

Aleluia!

Aleluia!
Celebrai o nosso Deus,
servidores do Senhor!
E vós todos que o temeis,
vós os grandes e os pequenos!

Aleluia!

Aleluia!
De seu reino tomou posse
nosso Deus onipotente!
Exultemos de alegria,
demos glória ao nosso Deus!

Aleluia!

Aleluia!
Eis que as núpcias do Cordeiro
redivivo se aproximam!
Sua Esposa se enfeitou,
se vestiu de linho puro.

Aleluia!

Glória ao Pai...

Leitura breve                                                  2Cr 1,3-4
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação. Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição.

Ó Senhor, vós sois bendito no celeste firmamento. 
Vós sois digno de louvor e de glória eternamente. 

MAGNIFICAT

“Tu és o Messias, o filho do Deus vivo” (Mt 16,16).

A minha alma engrandece ao Senhor

e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;

pois ele viu a pequenez de sua serva,

desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas

e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,

chega a todos que o respeitam;

demonstrou o poder de seu braço,

dispersou os orgulhosos;

derrubou os poderosos de seus tronos

e os humildes exaltou;

De bens saciou os famintos,

e despediu, sem nada, os ricos.

Acolheu Israel, seu servidor,

fiel ao seu amor,

como havia prometido aos nossos pais,

em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Glória ao Pai...

Preces
Como membros de Cristo que é nossa cabeça, adoremos o Senhor; e aclamemos com alegria:

R. Senhor, venha a nós o vosso Reino! 

Cristo, nosso Salvador, fazei de vossa Igreja instrumento de concórdia e unidade para o gênero humano,
– e sinal de salvação para todos os povos. R.

Assisti com vossa contínua presença o Santo Padre o Papa e o Colégio universal dos Bispos,
– e concedei-lhes o dom da unidade, da caridade e da paz. R.

Fazei-nos viver cada vez mais intimamente unidos a vós,
– para proclamarmos com o testemunho da vida a chegada do vosso Reino. R.

Concedei ao mundo a vossa paz,
– e fazei reinar em toda parte a segurança e a tranquilidade. R.

Dai aos que morreram a glória da ressurreição,
– e concedei que também nós um dia possamos participar com eles da felicidade eterna. R.

(Intenções livres)

Pai nosso ...

ANTÍFONA MARIANA

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura esperança nossa salve! A vós bradamos degredados filhos de Eva.

A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa ó doce e sempre Virgem Maria.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

SEJAM SANTOS!

Deus vinde em meu auxílio!
Senhor, socorrei-nos sem demora!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém.

Hino
Criador generoso da luz,
que criastes a luz para o dia,
com os raios primeiros da luz,
sua origem o mundo inicia.

Vós chamastes de ‘dia’ o decurso
da manhã luminosa ao poente.
Eis que as trevas já descem à terra:
escutai nossa prece, clemente.

Para que sob o peso dos crimes
nossa mente não fique oprimida,
e, esquecendo as coisas eternas,
não se exclua do prêmio da vida.

Sempre à porta celeste batendo,
alcancemos o prêmio da vida,
evitemos do mal o contágio
e curemos da culpa a ferida.

Escutai-nos, ó Pai piedoso,
com o único Filho também,
que reinais com o Espírito Santo
pelos séculos dos séculos. Amém.
Salmo ........................................................................................Ap 19,1-2.5-7
Como o Cristo, nós esperamos tudo das mãos do Pai e sabemos que não seremos decepcionados.

Aleluia!
Ao nosso Deus a salvação,
honra, glória e poder!
Pois são verdade e justiça
os juízos do Senhor.
Aleluia!

Aleluia!
Celebrai o nosso Deus,
servidores do Senhor!
E vós todos que o temeis,
vós os grandes e os pequenos!
Aleluia!

Aleluia!
De seu reino tomou posse
nosso Deus onipotente!
Exultemos de alegria,
demos glória ao nosso Deus!
Aleluia!

Aleluia!
Eis que as núpcias do Cordeiro
redivivo se aproximam!
Sua Esposa se enfeitou,
se vestiu de linho puro.
Aleluia!

Glória ao Pai...

Leitura breve                                                  2Cr 1,3-4
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação. Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição.

Ó Senhor, vós sois bendito no celeste firmamento.
Vós sois digno de louvor e de glória eternamente.

MAGNIFICAT
“Tu és o Messias, o filho do Deus vivo” (Mt 16,16).

A minha alma engrandece ao Senhor
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
pois ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam;

demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos;
derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou;

De bens saciou os famintos,
e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,

como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Glória ao Pai...

Preces
Como membros de Cristo que é nossa cabeça, adoremos o Senhor; e aclamemos com alegria:

R. Senhor, venha a nós o vosso Reino!

Cristo, nosso Salvador, fazei de vossa Igreja instrumento de concórdia e unidade para o gênero humano,
– e sinal de salvação para todos os povos. R.

Assisti com vossa contínua presença o Santo Padre o Papa e o Colégio universal dos Bispos,
– e concedei-lhes o dom da unidade, da caridade e da paz. R.

Fazei-nos viver cada vez mais intimamente unidos a vós,
– para proclamarmos com o testemunho da vida a chegada do vosso Reino. R.

Concedei ao mundo a vossa paz,
– e fazei reinar em toda parte a segurança e a tranquilidade. R.

Dai aos que morreram a glória da ressurreição,
– e concedei que também nós um dia possamos participar com eles da felicidade eterna. R.
(Intenções livres)

Pai nosso ...

ANTÍFONA MARIANA
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura esperança nossa salve! A vós bradamos degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa ó doce e sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

SEJAM SANTOS!
Na escola da santidade.

Evangelho do dia

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?».
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».
Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus.
Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».
Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias.

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